Coloproctologia em Santos
Tratamento de Fístula Anal em Santos
Dr. Rodrigo Grimas · CRM-SP 183.370 · RQE 106.611 (Coloproctologia)
O que é fístula anal?
A fístula anal é um trajeto anormal, uma espécie de túnel, que liga o interior do canal anal à pele ao redor do ânus. Ela se forma, na maioria das vezes, como sequela de um abscesso perianal: quando o pus é drenado, pode restar esse caminho que não fecha sozinho.
Por ser um trajeto já estabelecido, a fístula tende a apresentar episódios recorrentes de inflamação e secreção. O tratamento definitivo é cirúrgico, e o planejamento depende do trajeto que a fístula percorre em relação ao músculo esfíncter.
Abscesso e fístula: as duas fases
Abscesso perianal (fase aguda)
O abscesso é o acúmulo de pus na região perianal, causando dor intensa, inchaço, vermelhidão e, às vezes, febre. É uma urgência que costuma exigir drenagem.
Fístula (fase crônica)
Depois que o abscesso é drenado, parte dos casos evolui com a permanência de um trajeto, a fístula. Ela se manifesta por secreção persistente, desconforto e novos episódios de infecção, mesmo que a fase aguda já tenha passado.
Principais sintomas
- Secreção de pus ou líquido pela pele ao redor do ânus
- Dor e desconforto, que pioram antes da drenagem
- Inchaço e vermelhidão na região perianal
- Pequeno orifício na pele próximo ao ânus
- Episódios recorrentes de abscesso
- Irritação e umidade constante na pele
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, feito pelo coloproctologista a partir da história e do exame proctológico, que identifica o orifício externo e, quando possível, o trajeto da fístula. Em casos complexos ou recidivados, exames de imagem como a ressonância magnética da pelve ou a ultrassonografia endoanal ajudam a mapear o trajeto em relação ao esfíncter, informação essencial para planejar a cirurgia.
Opções de tratamento
Fistulotomia
Consiste em abrir o trajeto da fístula para que ele cicatrize de dentro para fora. É a técnica mais resolutiva para fístulas simples, que envolvem pouca musculatura do esfíncter.
Fistulectomia
Cirurgia para remoção completa do trajeto fistuloso. O planejamento é individualizado de acordo com a localização e a complexidade do caso, sempre buscando o equilíbrio entre resolver a fístula e preservar a função do esfíncter.
Técnicas de preservação do esfíncter
Em fístulas complexas, que atravessam boa parte da musculatura, utilizam-se técnicas que protegem a continência, como o uso de sedenho (seton) ou retalhos de avanço. A escolha depende do trajeto identificado na avaliação.
Quando procurar um especialista
Secreção persistente, dor recorrente ou episódios repetidos de abscesso na região anal merecem avaliação especializada. Quanto antes a fístula for mapeada e tratada, menores os riscos de complicação e melhores os resultados, tanto na resolução quanto na preservação da continência.
Perguntas frequentes
Fístula anal cicatriza sozinha?
Não. O trajeto já está estabelecido e não fecha com tratamento clínico, o tratamento definitivo é cirúrgico. Medicamentos aliviam a infecção temporariamente, mas a fístula permanece.
Qual a relação entre abscesso perianal e fístula?
O abscesso é a fase aguda (pus) e a fístula é a sequela crônica que pode restar após a drenagem. Cerca de um terço dos abscessos evolui para fístula.
A cirurgia afeta a continência?
O risco existe quando o trajeto envolve parte importante do esfíncter. Por isso o planejamento é individualizado e, em casos complexos, usam-se técnicas que preservam o esfíncter.
Como é a recuperação da fistulectomia?
Envolve cuidados locais (higiene e curativos) por algumas semanas até a cicatrização completa. O Dr. Rodrigo orienta todos os cuidados na consulta pós-operatória.
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